“Coincidência”: o disfarce divino que revela mais do que esconde
Existe uma frase provocadora, atribuída a Albert Einstein, que diz: “A coincidência é a forma que Deus tem de se manter no anonimato.” A princípio, pode soar como uma simples metáfora poética, mas há um convite profundo nessa afirmação: e se aquilo que chamamos de “acaso” for, na verdade, uma linguagem sutil do divino? Essa ideia mexe com a forma como percebemos os eventos da vida – do encontro inesperado à reviravolta repentina que muda tudo. Nada talvez seja tão “por acaso” quanto parece. O filósofo estoico Sêneca escreveu certa vez: “A sorte é o que acontece quando a preparação encontra a oportunidade.” (retirado de “Cartas a Lucílio”) – um pensamento que se conecta com a ideia de que coincidências não são acidentais, mas acontecimentos que só fazem sentido para quem está atento. Aquilo que você interpreta como “mera coincidência” pode ser o resultado invisível de causas que você não consegue rastrear. Mas isso não significa que elas não tenham sentido. Significa apenas que o sentid...