Numa guerra de egos, o perdedor sempre vence
Há batalhas que parecem vitórias apenas aos olhos da vaidade. A guerra de egos é uma delas. Nela, grita mais alto quem menos escuta, impõe-se quem mais teme, vence quem acredita que dominar o outro é sinal de força. Mas essa é uma ilusão antiga, repetida por gerações que confundem poder com barulho. O ego quer aplauso imediato, quer reconhecimento, quer provar algo — quase sempre para esconder um vazio que não suporta ser visto. Por isso, numa guerra de egos, o perdedor sempre vence, porque é o único que sai inteiro. Quando dois egos se enfrentam, não é a verdade que está em jogo, nem a justiça, nem o crescimento. Está em jogo a imagem. Cada argumento vira arma, cada silêncio vira afronta, cada discordância vira ameaça. O ego não busca compreender; busca prevalecer. E, ao fazer isso, transforma qualquer relação em campo minado. O curioso é que quanto mais alguém “ganha” essa guerra, mais se torna prisioneiro dela. Precisa continuar vencendo, continuar provando, continuar sustentando u...