Nunca deixe ninguém te dizer que você não pode. Nem mesmo você
Há uma violência silenciosa que muitos aceitam sem perceber: a sentença disfarçada de opinião. “Você não pode.” “Isso não é para você.” “Seja realista.” Essas frases parecem prudentes, mas muitas vezes são apenas o eco do medo — o medo dos outros projetado sobre você. No entanto, existe algo ainda mais perigoso do que o ceticismo alheio: a voz interna que repete essas mesmas palavras com autoridade incontestável. O carcereiro mais eficiente não está fora, está dentro. Desde cedo somos moldados por limites. Alguns são reais — físicos, sociais, circunstanciais. Outros são apenas narrativas herdadas. A diferença entre um e outro raramente é questionada. E é aí que mora a mediocridade: na aceitação automática de fronteiras que nunca foram examinadas. Sócrates nos lembraria que a vida não examinada não vale a pena ser vivida. Eu acrescento: o limite não examinado não merece ser obedecido. Quando alguém diz que você não pode, pergunte: com base em quê? Experiência? Estatística? Medo? E qua...