A sutileza mortal entre o tolo e o imbecil
Na superfície, parecem irmãos: o tolo e o imbecil. Ambos falam sem pensar, tropeçam nos próprios argumentos, se confundem com facilidade e frequentemente arrastam outros consigo. Mas há uma diferença sutil — e absolutamente decisiva — entre eles. O tolo é enganado. O imbecil se engana. O tolo age por ignorância. O imbecil, por arrogância. O tolo pode ser salvo. Ainda há nele uma fresta de humildade, uma abertura para aprender, um vislumbre de dúvida. Sua tolice é, muitas vezes, fruto do contexto: má educação, ambiente limitado, falta de bons exemplos. Ele repete o que ouviu, sem perceber o ridículo. Mas quando confrontado com a verdade — se essa verdade for bem apresentada — ele hesita, vacila, e pode até se converter à lucidez. O tolo é como alguém que caminha no escuro, mas que aceita uma lanterna quando lhe é oferecida. O imbecil, por outro lado, recusa a luz. Não porque não a veja, mas porque não a suporta. O imbecil acredita saber. Sua estupidez é teimosa, insolente, revestida de ...