Se Deus for teu sócio, não penses pequeno



Existe uma força que transcende nossa lógica humana quando decidimos caminhar com fé e confiança. A ideia de “ter Deus como sócio” não é sobre uma parceria comercial, mas sobre alinhar nossos projetos com valores maiores, aqueles que nos lembram que a vida é um campo fértil para ousadia, coragem e esperança. Se Ele é a fonte de tudo, por que planejar pequeno? A limitação nasce do medo e da descrença em nossa própria capacidade de realizar. É como dizia Santo Agostinho em suas Confissões: “Ama e faz o que quiseres”. O amor aqui é a certeza de que, quando se vive em sintonia com o divino, qualquer ação nasce de uma intenção pura e poderosa.

Os grandes planos não significam apenas construir impérios financeiros, mas sim criar propósitos que impactam pessoas e transformam realidades. Martin Luther King Jr. uma vez declarou: “Tenha fé e dê o primeiro passo, mesmo que você não veja toda a escada”. Esse é o espírito do sócio divino: não precisamos enxergar todos os detalhes, mas acreditar que cada passo será sustentado por uma força maior. É esse tipo de visão que transforma vidas e que faz o impossível se tornar cotidiano.

Friedrich Nietzsche, em Assim Falou Zaratustra, provoca ao dizer: “Torna-te quem tu és”. O filósofo, ainda que crítico da religião, traz uma reflexão essencial: só alcançamos grandeza quando ousamos viver a plenitude do que fomos chamados a ser. E quem caminha com Deus aprende que sua identidade não está restrita a circunstâncias ou limitações externas, mas à potência criadora que nos habita. É um chamado à expansão, não à mediocridade.

Na prática, fazer grandes planos significa romper com a mentalidade da escassez. Pense em exemplos concretos: um professor que decide não apenas ensinar sua matéria, mas inspirar seus alunos a acreditarem em si; um pequeno empreendedor que, ao invés de sonhar apenas em sobreviver, sonha em impactar a comunidade oferecendo dignidade e emprego; ou até mesmo alguém que, ao cuidar da família, entende que esse simples ato é um projeto grandioso de amor e legado.

O sociólogo Émile Durkheim, em As Formas Elementares da Vida Religiosa, explica que a religião sempre serviu como motor de coesão e esperança nas sociedades. Isso significa que a fé, quando bem direcionada, desperta em nós uma força coletiva que impulsiona grandes feitos. Não se trata de mágica, mas de confiança. E confiança é um elemento indispensável para qualquer plano que realmente valha a pena.

Se Deus é teu sócio, não há espaço para planos mesquinhos. O convite é para pensar grande, agir com coragem e acreditar no impossível. Afinal, a vida não foi feita para quem se apequena diante dos desafios, mas para quem entende que cada obstáculo é apenas parte da construção de algo maior. Como dizia Walt Disney, criador de mundos mágicos que começaram apenas como ideias: “Se você pode sonhar, você pode fazer”. E quando o sonho é sonhado junto com Deus, então os horizontes se tornam infinitos.

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