Colha o dia antes que apodreça
“Carpe diem” não é um convite ingênuo a viver de prazeres efêmeros, como tantos repetem sem pensar. É um chamado brutal e profundo à urgência da existência. Colher o dia não significa desperdiçá-lo em excessos, mas tomar posse dele como quem agarra um fruto maduro, consciente de que, se não o provar agora, amanhã estará perdido, deteriorado, inalcançável. A vida é este fruto. E você, muitas vezes, hesita em mordê-la. Economizar a vida é um dos maiores enganos humanos. Guardamos sonhos para depois, como se tivéssemos uma conta bancária secreta no futuro. Mas o futuro não é garantido, ele é apenas um rumor. A única matéria-prima que possuímos é o agora — este instante que escorre como água entre os dedos. No entanto, cultivamos a ilusão de que “amanhã” será mais propício: amanhã amaremos com mais intensidade, amanhã teremos coragem, amanhã escreveremos o livro, pediremos perdão, mudaremos de rumo. Mas amanhã é apenas a sombra projetada pelo presente, e quantos de nós vivem mais nas sombr...