Ser justo é mais poderoso que ser bom
Vivemos em uma era em que a bondade é celebrada como uma virtude suprema — e, de fato, ela pode ser uma força poderosa de transformação. Mas há um erro fatal em confundir bondade com fraqueza, e em esperar que ser bom seja suficiente para criar relações saudáveis, comunidades justas e uma vida significativa. Há momentos em que a bondade, quando não temperada com discernimento, vira complacência. E a complacência, ao invés de curar, adoece. Ao invés de aproximar, corrompe. Ao invés de amar, permite abusos. Por isso, há algo mais elevado do que ser bom: ser justo. Ser justo é um ato de coragem. É dizer não quando todos esperam um sim. É impor limites quando o outro quer invadir. É interromper padrões de abuso disfarçados de carência. Enquanto a bondade busca agradar, a justiça busca equilibrar. Enquanto a bondade pode ser um vício de aceitação, a justiça exige autoconhecimento, firmeza e responsabilidade. É fácil ser bom quando se quer aprovação. Difícil é ser justo quando se arrisca a i...